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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um domingo em família


Domingo eu fui passar o dia na casa do meu irmão. Fui com minha mãe e chegando lá, alguns familiares se juntaram a nós em mais uma reuniãozinha.
Confesso que não sou muito adepto dessas reuniões e confesso também que ir visitar familiares não é dos meus programas prediletos. Sou muito reservado e embora reconheça o papel e a importância da família em nossas vidas, nunca tive muito o hábito de estar presente nessas ocasiões.
Quando eu era pequeno eu até que era mais presente, mas na medida que o tempo vai passando, as pessoas vão crescendo, casando, viajando, morrendo... Tudo muda e fica menos atrativo.
Antes eu tinha meus primos pra brincar e ficava agoniado quando o lugar que eu estava não tinha outras crianças como eu era na época, pra pode brincar comigo. Hoje eu que levo minha filha pra essas visitas de família e agora entendo perfeitamente o que deve se passar na sua cabeça.

Eu cresci mas continuo com a mesma postura de sempre nessas ocasiões, a do observador. Gosto de ficar mais na minha só sacando as conversas, o jeito da galera e até hoje continuo sendo assim.
Dessa vez não foi diferente e pude ver que as pessoas continuam a mesma coisa, com excessão da ação do tempo em nosso corpo.
Todo mundo tem um tio comédia, uma tia fofoqueira e um primo legal e eu não sou diferente, tenho todos esses personagens na minha família.
As brincaderias continuam as mesmas e as brigas também. Todos continuam se reunindo pra comer, beber e falar dos problemas da família.
Sinceramente eu acho um saco passar todo um dia ouvindo e vendo as mesmas coisas de sempre, tanto que fui precavido e levei meu Playstation 2 pra ficar jogando com meu primo e ver se o tempo passava mais rápido. Até que funcionou e quebrou um galho, mas dessa vez por algum motivo eu olhei aquela cena e enxerguei ela um pouco diferente.

Costumo reclamar muito das brigas da minha família e do fato de sempre existir um problema pra se resolver, mas domingo foi diferente... Olhei minhas tias mais velhas e frágeis, vi meu tio que já não é tão forte como antes e me veio um sentimento de amor e felicidade por essa família que mesmo cheia de confusões é a família que eu tenho. Não falo família só de minha mãe e meu irmão, falo família no geral, tios, tias, primos... Falo de todo mundo.
Talvez eu esteja mesmo ficando velho e enxergando as coisas na ótica de um velho. Talvez a maturidade esteja abrindo meus olhos pra esses detalhes que antes eu percebia mas não dava tanta importância. A verdade é que depois que eu me tornei pai o meu modo de enxergar e de pensar mudou bastante.

Com brigas, problemas, confusões, tias fofoqueiras e metidas, tios loucos... Mesmo com tudo isso, essa é família que eu tenho e que bom que pelo menos eu tenho uma né!?
Sendo ou não nos padrões que gostaríamos, a nossa família é tudo que temos e isso é o mais importante.


"A família é a base de tudo..."
(CRUCIFICADOS).

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