Quem sou eu? Quem é você? Quem realmente somos?
Pergunta complicada pra responder né...
Me fiz essa pergunta depois de parar pra analisar um pouco o mundo em que vivemos e chegar a conclusão de que precisamos voltar a nossa essência para nos encontrarmos com quem somos de verdade.
Vivemos num mundo em que somos bombardeados a todo o tempo com modelos e modismos que chegam e passam a cada nova estação.
O capitalismo que move o mundo quer ditar as regras através de um forte apêlo de mídia e assim determinar quem nós devemos ser e como tem que ser a nossa vida.
Recebemos muita informação e acabamos sendo facilmente manipulados pelo que o mundo espera de nós.
Mas e aí, quem você é na sua essência?
A essência é o que somos no mais íntimo de nós mesmos. Ela é o que vem de nosso DNA e que está entranhada em nosso ser.
Mas basta olhar ao nosso redor e facilmente veremos o sistema querendo nos manipular...
Hoje olho a TV e não enxergo mulheres normais. O que eu vejo são beldades que beiram a perfeição em seus corpos malhados, cirurgiados e quando se fala em revistas, ainda tem o photoshop...
Vejo aquelas belas e pobres mulheres que tem uma pose, uma roupa, uma maquiagem e um sorriso amarelo, mas que não tem alma. São como uma escultura que só serve pra ser apreciada. São corpos sem vida, sem alma e sem opinião. Por isso que as modelos de passarela desfilam sérias e não podem sorrir, porque elas são apenas meras manequins e o foco central não é a modelo e sim a sua roupa. Pouco importa para as grifes que as modelos sorriam e passem uma imagem de felicidade ao vestir suas peças... O importante é a roupa e não a pessoa que a veste.
Tenho pena dessas mulheres que tem que apelar pra suas bundas e seus seios pra se promoverem.
Vejo essas celebridades lindas e loiras e sinto saudade das mulheres normais. Sinto falta das celulites, das estrias, dos seios naturais já não tão durinhos e sem silicone... Enfim, sinto saudade de olhar na TV e enxergar mulheres comuns e acessíveis.
Sinto falta da sinceridade nas palavras e nos gestos.
Mas aí eu te pergunto, quem essas mulheres realmente são?
Será que são as deusas da beleza que já acordam maquiadas e que usam salto alto pra cozinhar ou será que são apenas mulheres inseguras que acabaram virando escravas da moda e sofrendo com a ditadura da beleza?
Quem determinou o padrão de beleza de nossa sociedade?
Quem disse que a mulher tem que ser magra pra ser bonita? (nada contra as magras viu)
Quem falou que cabelo bonito é cabelo liso?
Pois eu te digo que acho lindo uma negra gordinha que usa cabelo black power e que assume a sua negritude.
Acho uma tremenda babaquiçe esse padrão de beleza que se ensina na novela das 20:00.
Se eu for falar de minha classe aí é pior ainda...
A sociedade determinou que temos que ser homens bem sucedidos e que não podemos fracassar. Somos obrigados a ter altos salários, belos carros e ostentar uma imagem de sucesso. Ái dos desempregados que estão na correria pra assinar sua carteira.
Se eu for pra o lado visual, diria que somos obrigados a ser fortes e malhados, não importa o preço que se pague. Coitados dos gordinhos ou de quem não se encaixar nesse padrão.
Partindo pra o lado da intimidade, somos cobrados como máquinas de fazer sexo e somos obrigados a ter ereções intermináves e estar sempre prontos pra "mostrar serviço". Engraçado como numa mesa de bar eu nunca vi algum amigo assumir que deu uma brochada com a mulher na noite anterior.
É assim que somos cobrados e é assim que a sociedade nos quer.
Esses exemplos ilustram duas formas de manipulação através da mídia que acabam influenciando diretamente em nosso comportamento e em nossas vidas. Acabamos sendo escravos dessas leis que alguém algum dia determinou e pra conseguirmos nossa carta de alforia só com muita terapia e muita paciência.
O sistema quer dizer a roupa que você veste, o perfume que você usa, a música que você deve gostar, o shampoo que você tem que usar, o político que você deve votar e etc. Cabe a nós mesmos parar pra pensar se realmente é assim que queremos viver e se estamos fadados a ser escravos da mídia ou ser apenas nós mesmos.
Negro ou branco, de esquerda ou da direita, rico ou pobre... Não importa, seja você e sinta-se feliz por isso.
"Tira a máscara que cobre o seu rosto... Se mostre e eu descubro se eu gosto, do seu verdadeiro jeito de ser?..."
(Pitty).

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